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Erliquiose Canina: conheça a temida doença do carrapato

Atualizado: 12 de fev. de 2022

Alguns tutores não dão a devida importância quando o cão está parasitado por carrapatos porque acreditam que, na pior das hipóteses, o pet pode ter uma reação alérgica e passar a se coçar. Mas é aí que reside o equívoco, um terrível engano que pode levar o seu cãozinho à morte. Conheça agora a erliquiose canina, uma doença muito grave.


A erliquiose é sabidamente uma zoonose, mas não há transmissão direta do cão para os seres humanos. O contágio sempre se dá pela picada do carrapato. (Foto: Shutterstock)

Mais conhecida como 'doença do carrapato', é uma das muitas enfermidades transmitidas por esse tipo de ectoparasita que, a exemplo de pulgas e pernilongos, se reproduz com mais facilidade nas estações mais quentes do ano.


Ao levar à destruição das células sanguíneas, a doença tem impacto no sistema imunológico e na capacidade de cicatrização do organismo do hospedeiro, o que causa uma série de outras complicações.


Quem causa a erliquiose canina?


A doença é causada por uma bactéria, a Ehrlichia, transmitida pelo Rhipicephalus sanguineus, o famoso carrapato marrom. O ectoparasita se contamina quando pica um animal parasitado e, ao picar um segundo cão, transmite a doença.


A bactéria cai na corrente sanguínea e se replica nas células de defesa (os glóbulos brancos), que estão nos linfonodos, no baço e na medula óssea, causando a destruição dessas células. Hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas também podem ser destruídas.


O resultado é um cão debilitado, anêmico, podendo ter sangramentos em vários órgãos do corpo e apresentar doenças secundárias, já que o sistema de defesa está funcionando mal.


Fases e sintomas da doença


Como todas as doenças que afetam o sistema imunológico, o prognóstico da erliquiose canina não é igual em todo cachorro. Os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção, a resposta do organismo, a espécie de Ehrlichia envolvida no caso e até a presença de outros tipos dessa bactéria ou de outros microrganismos transmitidos pelo mesmo vetor no organismo do cão.


Fase aguda da erliquiose


Após o animal ser picado pelo parasita infectado, a doença tem um período de incubação de sete a 21 dias, no qual a bactéria está se multiplicando, e o organismo do cãozinho está tentando vencer a doença.


Nesse período, a infecção pode não ser notada, porque as manifestações clínicas são muito leves e inespecíficas, como apatia, sangramentos pontuais e perda de apetite eventual. Nos exames de sangue, no entanto, o número de células de defesa já tende a cair.


Se o organismo do animal não vencer a bactéria, os sinais clínicos da doença ficam mais evidentes de uma a três semanas após a picada.


Estes sinais clínicos sugerem a presença de uma infecção, mas seguem inespecíficos. Os principais sintomas da fase aguda da doença são:

  • febre;

  • fraqueza e falta acentuada de apetite;

  • presença de manchas avermelhadas na pele,

  • chances de sangramento na urina e pelas narinas,

  • possibilidade de alterações oculares e neurológicas, como convulsões, conforme os pontos nos quais houver sangramento.


A fase aguda dura de duas a quatro semanas, e há bichinhos que infelizmente não sobrevivem à doença.


Fase subclínica da doença


Com o tratamento da erliquiose, a sintomatologia da fase aguda vai se atenuando após algumas semanas, e o cachorrinho entra na fase subclínica da doença.


Nesta fase, a bactéria persiste no organismo do animal e os títulos de anticorpos são altos. Durante anos, pode haver leve alteração nos exames de sangue, mas as manifestações clínicas deixam de ser evidentes.


Esta intensa resposta do organismo pode levar a dois desfechos: ou ele elimina o agente ou os complexos formados pela bactéria e os anticorpos (chamados de imunocomplexos) passam a se depositar em vários órgãos do corpo, o que marca a terceira fase da doença.


Fase crônica da enfermidade


O paciente apresenta, de forma atenuada, os mesmos sinais clínicos na fase aguda, mas, na etapa crônica, o que mais chama a atenção é a instalação de infecções secundárias (pela debilidade do sistema de defesa) e o comprometimento da medula óssea, que leva à imunossupressão, à persistência da anemia e à queda na contagem de plaquetas.


Além disso, os imunocomplexos depositados nos órgãos do paciente podem causar problemas renais, artrites, entre outros problemas graves.


A erliquiose canina passa para o ser humano?


A erliquiose é sabidamente uma zoonose, mas não há transmissão direta do cão para os seres humanos. O contágio sempre se dá pela picada do carrapato.


Além disso, as Ehrlichias que mais afetam os humanos não são da mesma espécie das que mais acometem os cachorros, embora a infecção seja possível por qualquer espécie da bactéria em cães e em humanos.


Em caso de contaminação, os sintomas que aparecem nos seres humanos são semelhantes aos apresentados pelos cachorros: febre, fraqueza, aumento dos linfonodos e outros sinais de infecção e de imunidade baixa, com risco de doenças secundárias.


Diagnóstico e tratamento


A erliquiose crônica tem cura. Portanto, informar ao médico-veterinário que o bichinho foi picado por um carrapato ou se ele esteve em locais potencialmente de risco já é meio caminho andado para ajudá-lo a chegar mais rapidamente ao diagnóstico da doença.


Com essas pistas, o profissional poderá solicitar testes sorológicos capazes de identificar a doença, mesmo na fase subclínica, que, como dissemos, tende a ser assintomática.


Feito o diagnóstico, nosso amiguinho peludo pode ser curado, independentemente da fase em que a infecção tenha sido identificada. Mas, como muitas doenças, quanto antes for realizado o diagnóstico, mais rápido e eficaz será o tratamento, diminuindo, inclusive, as chances de sequelas.


O tratamento é feito à base de antibióticos e, em muitos casos, a transfusão de sangue se faz necessária.


Como prevenir a erliquiose canina


Não existe vacina contra a erliquiose. A melhor prevenção é o combate aos carrapatos, com algumas medidas:

  • aposte no uso de produtos que acabem com pulgas e carrapatos, mantendo atenção ao porte do animal e à validade do fármaco;

  • periodicamente, dedetize os ambientes por onde o pet circula com produtos específicos para dar fim às pulgas e aos carrapatos;

  • redobre a atenção no verão ou ao viajar e, de preferência, faça uso de mais de um produto contra ectoparasitas (uma boa opção é associar pipeta e coleira, por exemplo);

  • dê sempre uma olhada na pele do cachorro em busca de pulgas e de carrapatos, sobretudo nas orelhas, entre os dedos e no pescoço.


Há muitas opções de produtos para controle de ectoparasitas, como os comprimidos palatáveis de rápida ação. Vale lembrar, todavia, que somente o veterinário do seu cãozinho saberá receitar o medicamento mais adequado.



 

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Com informações do Blog Petz

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