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Cães idosos precisam de cuidados especiais

Veterinária aponta atenções redobradas com cães idosos. Com orientação de uma especialista, listamos aqui as adaptações que devem ser feitas na rotina do seu cão velhinho.

O processo de envelhecimento canino é bastante semelhante ao do homem, já que apresenta vários inconvenientes e doenças semelhantes. Para quem não sabe, os cães também podem sofrer de artrite, mal de Alzheimer e depressão. Problemas como esses e outros, decorrentes da idade, são diagnosticáveis desde o início pela observação das mudanças comportamentais e pela realização de exames veterinários. (Foto: Pixabay)

Assim como os humanos, os cães envelhecem. É uma sentença que faz o sorriso dos tutores entristecer. A relação dos animais com os humanos é de muito afeto e companheirismo e, imaginar que, conforme os anos passam, mais velhos e cansados ficam os cãezinhos, é doloroso. No entanto, é necessário encarar a realidade e saber lidar com um cão na terceira idade.


“Cães pequenos e médios tornam-se maduros entre 7 a 8 anos de idade, enquanto os de portes grande e gigante atingem a maturidade mais precocemente, a partir de 5, 6 anos”, explica a veterinária Wandréa de Souza.


Além da idade, alguns sinais físicos são dados quando o animal atinge a velhice. “Na senescência (sinônimo de envelhecimento saudável), os cães já viveram aproximadamente 75% da sua expectativa de vida e os sinais de envelhecimento tornam-se evidentes: redução na atividade física, aumento do sono, perdas sensoriais (visão, olfato, paladar), alteração no consumo de alimentos, alterações na composição e peso corporal”, explica a veterinária.


Segundo Wandréa, isso ocorre por volta dos 10 ou 12 anos, em cães de portes menores, e aos 7 anos, nos cães de portes maiores. Assim como os humanos, o cuidado com um cachorro idoso tem de ser redobrado, afinal ficam mais frágeis e suscetíveis a doenças. Portanto, aqui, listamos as adaptações que devem ser feitas na rotina desses animais.


  • Lugar do repouso: a mudança deve começar pela casa. Deve-se evitar que o cão fique muito tempo deitado sobre pisos úmidos e frios ou em locais em que haja muita incidência solar. A caminha, portanto, deve ficar em locais com temperatura amena e sem vento. Além disso, o local tem que ser de fácil acesso, porque na idade avançada os cães ficam mais cansados e a dificuldade de encontrar a cama pode ser exaustiva;

  • Visitas regulares ao veterinário: assim como os idosos humanos têm de ir ao médico com mais frequência, os cães devem ser levados ao médico veterinário com mais regularidade. Isso porque existem doenças que escolhem a idade idosa do animal para aparecer. A ida ao veterinário pode ajudar na sua prevenção. Dentre as doenças oportunistas dessa idade, estão o câncer, doenças dentais, artrite, problemas renais, doença da próstata, catarata, hipotireoidismo, doença de Cushing, incontinência urinária, olho seco, epilepsia, doença gastrointestinal, doença inflamatória intestinal, diabetes mellitus, obesidade, anemia, problemas de coração e doença hepática;

  • Exercícios físicos: a quantidade de exercícios físicos diários realizados, o que inclui os passeios, deve ser diminuída, mas não excluída. As saídas continuam sendo importantes para sua saúde, além de prazerosas para os cães, entretanto, devem ser feitas com mais lentidão e o acompanhante deve estar atento ao ritmo do cão. A veterinária lembra que somente o veterinário poderá recomendar o tipo de exercício, intensidade, duração e frequência ideais para cada paciente;

  • Alimentação: este é um dos aspectos mais importantes no envelhecimento dos cães. “Na senescência, o cão tende a perder peso e massa muscular. Para prevenir que esse quadro evolua para sarcopenia e comprometa o sistema imune, os cães devem receber alimentos completos e balanceados, que contenham proteínas de alta qualidade e uma quantidade superior de calorias”, aconselha Wandréa. Ela cita, ainda, suplementos alimentares à base de 'ômega 3' de origem marinha e antioxidantes, como aliados na minimização dos sinais de envelhecimento;

  • Higiene: por último e não menos importante, os hábitos de higiene com o cão também devem ser adaptados. Os banhos continuam, mas, se não deve haver exagero com os mais novos, com os idosos é que o exagero deve ser cortado de vez. O ato de lavar o cão pode retirar sua oleosidade natural, que é responsável por proteger o animal de infecções e fungos. Para higienizá-lo, na medida certa, vale seguir a dica de dar banho de acordo com a necessidade da raça. Por exemplo, os cães de pelos longos devem ser penteados, diariamente, para que o óleo protetor seja espalhado pelo corpo.


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