Covid-19: isolamento humano intensifica sofrimento a animais de rua

Atualizado: Mai 6

Animais que vivem nas ruas estão sofrendo mais agora, após pandemia do novo coronavírus. Muitos protetores estão doentes ou, devido à idade, em restrito isolamento, situação que se traduz num efeito cascata da Covid-19 que afeta drasticamente a rotina desses bichinhos. Sem comida, inocentes vagam ao abandono, desesperados e sem nada entender, enquanto sua luta pela sobrevivência se acirra mais a cada dia.

Diminuiu drasticamente a oferta de comida para os animais em situação de rua. (Foto: Kenky / Pixabay)

Pedrinho é um cão em situação de rua que vive numa praça de São Paulo. Todos os dias, religiosamente às 7h30, ele se levanta abanando o rabo porque a Dona Joana chega com a sua refeição. Mas já faz algum tempo que ela não aparece. Dona Joana, a protetora, pegou a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.


Pedrinho é paciente e espera até as 9h, então sai em busca de comida. Vai até o bar onde costumeiramente os frequentadores lhe jogam restos – mas não tem ninguém tomando café lá. Pedrinho passa pelo ponto de ônibus que está sempre cheio de gente, onde ele também costuma ganhar umas migalhas - vazio. Então ele avista uns sacos de lixo e se anima em vasculhá-los, mas logo percebe a presença de outros dois cães rasgando os sacos e eles não parecem querer dividir o achado.


O cão Pedrinho e a protetora Dona Joana foram criados para ilustrar essa matéria, mas eles representam, de verdade, centenas de casos que estão ocorrendo como 'efeito cascata' da pandemia da Covid-19. Muitas protetoras e protetores estão doentes ou, devido à idade, em restrito isolamento. Alguns voluntários que ajudam nos abrigos de animais também não estão podendo sair de casa, porque já foram infectados ou porque estão cuidando de parentes doentes.


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E o pior é que o abandono de animais também se acentua como consequência de uma falsa informação (fake news) de que cães e gatos podem pegar e transmitir a Covid-19. Verdade seja dita, NÃO PODEM. Órgãos de saúde pública e associações internacionais de veterinários atestam que os animais domésticos não são infectados e nem transmitem a Covid-19 para as pessoas. Existem sim coronavírus caninos e felinos que atingem exclusivamente esses animais por meio de doenças já conhecidas pela medicina veterinária e pelos tutores conscientes.


Campanha do partido político português PAN (Pessoas-Animais-Natureza) promove conscientização acerca da pandemia do novo coronavírus. (Imagem: Divulgação / ANDA)

Em alguns países, especialmente nos EUA, por causa do alto índice de abandono e da queda brusca de adoções de animais, vários abrigos estão fazendo uma campanha que pede para que as pessoas deem lar temporário para os animais durante a crise. A falta de funcionários e de espaço nesses locais compromete o acolhimento de cães e gatos que podem, inclusive, serem mortos em câmaras de gás em diversos canis públicos e privados. Lamentavelmente, vários desses abrigos ainda matam os animais que estão alojados há mais tempo para abrir vagas aos que estão chegando.


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Felizmente, no Brasil, o bom senso ainda prevalece em alguns espaços públicos que têm animais abandonados, como parques e cemitérios situados em centros urbanos, onde protetores estão podendo levar a alimentação diária para colônias de gatos. Aliás, essa medida tem sido aplicada em outros países como Espanha e Portugal, que já estão permitindo a circulação de um protetor por vez entrando nos locais onde dezenas de gatos dependem unicamente do cuidado humano. A receita é simples: cuidar dos animais em situação de rua implica diretamente em também proteger a saúde humana de zoonoses. Mas os protetores e todos que amam animais sabem que o pior ainda está por vir.


Muitos filhotes abandonados nas ruas e em outros locais públicos dependem exclusivamente da ajuda humana. (Foto: Pixabay)

Os protetores de todo o Brasil têm hoje um sentimento de medo por eles mesmos e por todos que dependem deles, seja nas ruas, nas praças, nos parques, nos cemitérios ou nos abrigos. E deles vem um apelo: coloquem ração e água em suas portas e na calçada de suas casas. Fique em casa, mas ajude um animal carente com um gesto simples e seguro.


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Como ajudar a APIPA


Existem diversas formas com as quais o amigo pode participar para contribuir com o trabalho assistencial da APIPA. Um modo bem simples e rápido de ajudar é fazer as doações em dinheiro por meio de transferência/depósito bancário (contas abaixo). O amigo também pode fazer doações (online) por meio do PagSeguro. Lembrando que a nossa associação sobrevive unicamente de doações. Não deixe de oferecer a sua solidariedade em prol do bem-estar dos nossos bichinhos carentes. Ajude-nos!


Faça a sua doação de ração para cães e gatos:

Ajude! Falta ração para alimentar mais de 300 animais famintos


CONTAS BANCÁRIAS DA APIPA (doações)


CNPJ: 10.216.609/0001-56

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Abandono de animais aumenta e APIPA pede ajuda em Teresina


AJUDE os animais carentes do abrigo da APIPA


APIPA suspende temporariamente as visitas e adoções de animais, em cautela à pandemia de coronavírus. No entanto, vem lembrar aos amigos que a rotina interna em seu centro de acolhimento continua com seu funcionamento normal, pois não pode parar. Pedimos que continuem ajudando, fazendo as doações.


Ajude! APIPA pede que as doações continuem durante pandemia


Para adotar um amiguinho em Teresina, conheça o abrigo de animais carentes da APIPA

(adoções de animais temporariamente suspensas por conta da pandemia).


Com informações da ANDA

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