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Covid-19: isolamento humano intensifica sofrimento a animais de rua

Atualizado: 6 de mai. de 2020

Animais que vivem nas ruas estão sofrendo mais agora, após pandemia do novo coronavírus. Muitos protetores estão doentes ou, devido à idade, em restrito isolamento, situação que se traduz num efeito cascata da Covid-19 que afeta drasticamente a rotina desses bichinhos. Sem comida, inocentes vagam ao abandono, desesperados e sem nada entender, enquanto sua luta pela sobrevivência se acirra mais a cada dia.

Diminuiu drasticamente a oferta de comida para os animais em situação de rua. (Foto: Kenky / Pixabay)

Pedrinho é um cão em situação de rua que vive numa praça de São Paulo. Todos os dias, religiosamente às 7h30, ele se levanta abanando o rabo porque a Dona Joana chega com a sua refeição. Mas já faz algum tempo que ela não aparece. Dona Joana, a protetora, pegou a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.


Pedrinho é paciente e espera até as 9h, então sai em busca de comida. Vai até o bar onde costumeiramente os frequentadores lhe jogam restos – mas não tem ninguém tomando café lá. Pedrinho passa pelo ponto de ônibus que está sempre cheio de gente, onde ele também costuma ganhar umas migalhas - vazio. Então ele avista uns sacos de lixo e se anima em vasculhá-los, mas logo percebe a presença de outros dois cães rasgando os sacos e eles não parecem querer dividir o achado.


O cão Pedrinho e a protetora Dona Joana foram criados para ilustrar essa matéria, mas eles representam, de verdade, centenas de casos que estão ocorrendo como 'efeito cascata' da pandemia da Covid-19. Muitas protetoras e protetores estão doentes ou, devido à idade, em restrito isolamento. Alguns voluntários que ajudam nos abrigos de animais também não estão podendo sair de casa, porque já foram infectados ou porque estão cuidando de parentes doentes.



E o pior é que o abandono de animais também se acentua como consequência de uma falsa informação (fake news) de que cães e gatos podem pegar e transmitir a Covid-19. Verdade seja dita, NÃO PODEM. Órgãos de saúde pública e associações internacionais de veterinários atestam que os animais domésticos não são infectados e nem transmitem a Covid-19 para as pessoas. Existem sim coronavírus caninos e felinos que atingem exclusivamente esses animais por meio de doenças já conhecidas pela medicina veterinária e pelos tutores conscientes.


Campanha do partido político português PAN (Pessoas-Animais-Natureza) promove conscientização acerca da pandemia do novo coronavírus. (Imagem: Divulgação / ANDA)

Em alguns países, especialmente nos EUA, por causa do alto índice de abandono e da queda brusca de adoções de animais, vários abrigos estão fazendo uma campanha que pede para que as pessoas deem lar temporário para os animais durante a crise. A falta de funcionários e de espaço nesses locais compromete o acolhimento de cães e gatos que podem, inclusive, serem mortos em câmaras de gás em diversos canis públicos e privados. Lamentavelmente, vários desses abrigos ainda matam os animais que estão alojados há mais tempo para abrir vagas aos que estão chegando.



Felizmente, no Brasil, o bom senso ainda prevalece em alguns espaços públicos que têm animais abandonados, como parques e cemitérios situados em centros urbanos, onde protetores estão podendo levar a alimentação diária para colônias de gatos. Aliás, essa medida tem sido aplicada em outros países como Espanha e Portugal, que já estão permitindo a circulação de um protetor por vez entrando nos locais onde dezenas de gatos dependem unicamente do cuidado humano. A receita é simples: cuidar dos animais em situação de rua implica diretamente em também proteger a saúde humana de zoonoses. Mas os protetores e todos que amam animais sabem que o pior ainda está por vir.


Muitos filhotes abandonados nas ruas e em outros locais públicos dependem exclusivamente da ajuda humana. (Foto: Pixabay)

Os protetores de todo o Brasil têm hoje um sentimento de medo por eles mesmos e por todos que dependem deles, seja nas ruas, nas praças, nos parques, nos cemitérios ou nos abrigos. E deles vem um apelo: coloquem ração e água em suas portas e na calçada de suas casas. Fique em casa, mas ajude um animal carente com um gesto simples e seguro.



Como ajudar a APIPA


Existem diversas formas com as quais o amigo pode participar para contribuir com o trabalho assistencial da APIPA. Um modo bem simples e rápido de ajudar é fazer as doações em dinheiro por meio de transferência/depósito bancário (contas abaixo). O amigo também pode fazer doações (online) por meio do PagSeguro. Lembrando que a nossa associação sobrevive unicamente de doações. Não deixe de oferecer a sua solidariedade em prol do bem-estar dos nossos bichinhos carentes. Ajude-nos!


Faça a sua doação de ração para cães e gatos:


CONTAS BANCÁRIAS DA APIPA (doações)


CNPJ: 10.216.609/0001-56

  • Banco do Brasil Ag: 3507-6 / CC: 57615-8

  • Caixa Econômica Federal Ag: 0855 / Op: 013 / CP: 83090-0

  • Banco Santander Ag: 4326 / CC: 13000087-4




APIPA suspende temporariamente as visitas e adoções de animais, em cautela à pandemia de coronavírus. No entanto, vem lembrar aos amigos que a rotina interna em seu centro de acolhimento continua com seu funcionamento normal, pois não pode parar. Pedimos que continuem ajudando, fazendo as doações.



Para adotar um amiguinho em Teresina, conheça o abrigo de animais carentes da APIPA

(adoções de animais temporariamente suspensas por conta da pandemia).


Com informações da ANDA

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