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Terror: investigação da CFI expõe horrores dos testes em animais

Investigação da CFI revela horrores dos testes toxicológicos executados em laboratório alemão. As nefastas práticas envolvem envenenamento de animais como meio de avaliar se um produto químico é capaz de causar danos à saúde humana.

Os animais submetidos a tal barbárie são privados de qualquer anestesia ou medicamento que ajude a aliviar sua dor. (Imagens: CFI)

Os resultados de uma investigação divulgada em outubro/19 pela organização Cruelty Free International (CFI) em parceria com a SOKO Tierschutz expõem o sofrimento dos animais utilizados em exames toxicológicos em um laboratório alemão que presta serviços para empresas farmacêuticas, industriais e agroquímicas de diversas partes do mundo.


Os testes de toxicidade envolvem envenenamento de animais como meio de avaliar se um produto químico é capaz de causar danos à saúde humana. Nesse caso, os animais são obrigados a ingerir ou inalar uma determinada substância. Ainda que os animais se sintam muito mal, eles são privados de qualquer anestesia ou medicamento que ajude a aliviar a dor.


“Estamos pedindo uma revisão abrangente do uso de animais em testes de toxicidade na Europa, incluindo o Reino Unido. Toda investigação, sem falhas, mostra um retrato semelhante de miséria e desrespeito à lei”, disse a diretora-executiva da CFI em comunicado oficial.


A investigação deu origem a um vídeo de pouco mais de oito minutos que mostra o sofrimento imposto a macacos, cães e gatos. Há animais que tentam resistir, mas são contidos por meio de instrumentos específicos que os imobilizam e permitem que sejam abusados das mais diversas formas.


As imagens também mostram animais assustados, que tentam evitar qualquer tipo de contato humano em decorrência do estado de privação e sofrimento aos quais são submetidos de forma contínua. Os mais resistentes chegam a ser agredidos antes de receberem substâncias químicas que comprometem sua saúde, reduzem suas expectativas de vida e os matam de forma dolorosa.


É possível ver animais mantidos em confinamento, em pequenas gaiolas, para serem utilizados como cobaias. “Nossa investigação descobriu um terrível sofrimento animal, cuidados inadequados, práticas inadequadas e violações das leis europeias e alemãs. Estamos pedindo que o Laboratório de Farmacologia e Toxicologia (LPT) seja fechado “, informou Michelle Thew.


Assista ao vídeo / Cruelty Free International - CFI [cenas de horror]


Manifeste-se contra esta barbárie


Você pode manifestar-se contra os nefastos testes em animais abordados na matéria e exibidos no vídeo acima. Sua atitude vai contribuir com a campanha promovida pela Cruelty Free International - CFI (link abaixo):

e-activist.com/page/49814/action/1?ea.tracking.id=web


Testes de agrotóxicos com dezenas de cães


Em abril/19, após a divulgação de um vídeo da organização Humane Society International (HSI) revelar que a Dow AgroSciences, que atua no Brasil, estava financiando testes de agrotóxicos com dezenas de cães nos laboratórios Charles River em Michigan, nos Estados Unidos, a multinacional decidiu libertar os beagles usados como cobaias.


A filmagem baseada nas investigações da HSI mostra que durante 100 dias os animais foram submetidos a 20 experimentos laboratoriais de curto e longo prazo. Em um dos testes encomendados pela Dow AgroSciences, 36 beagles foram alimentados à força com altas doses de fungicidas. Segundo o investigador da organização, os animais que sobrevivessem às experiências seriam sacrificados em julho.


Porém, com a repercussão da denúncia, os animais foram encaminhados para a Humane Society Michigan, que se responsabilizou em encontrar lares adequados para cada um dos sobreviventes.


No entanto, é importante destacar que para conseguir a libertação dos beagles a Dow alegou que teve de dialogar com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil, que segundo a empresa, foi quem exigiu a realização dos testes para a regulamentação dos novos agrotóxicos da marca no país.


Ativistas qualificam testes em animais como ultrapassados


Em julho/19, durante audiência pública da Comissão de Meio ambiente na Câmara dos Deputados, que visava discutir principalmente o uso de cães da raça beagle em testes de segurança de produtos, ativistas defenderam o fim dos testes em animais em cosméticos, agrotóxicos e medicamentos.


A ativista e atriz Alexia Dechamps declarou que já existem alternativas aos testes em animais e destacou que a demora em substituir esses métodos apenas prejudica o Brasil, já que traz inclusive consequências econômicas.


“Enquanto estivermos utilizando essas práticas, estamos perdendo mercado, porque muitos países não querem comprar mais do Brasil, assim como pelo uso abusivo de agrotóxicos”, enfatizou Alexia.


Cientistas brasileiros criam organoides a partir de células humanas


Vale lembrar que cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) estão desenvolvendo organoides feitos com células humanas, em escala micrométrica, e exercem a mesma função de órgãos humanos como intestino e fígado.


Para avaliar a eficácia dos miniórgãos, o CNPEM já realizou testes utilizando paracetamol, que é uma droga farmacológica bastante consumida no Brasil e sobre a qual se tem uma gama de informações em relação aos efeitos em humanos.


“O que a gente conseguiu mostrar nesse estudo inédito foi que o intestino artificial que a gente construiu em laboratório, bem como o fígado, se comportaram de maneira semelhante ao corpo humano”, explicou a pesquisadora Talita Marin.


E acrescentou: “Ou seja, o nosso intestino conseguiu absorver o paracetamol e o fígado metabolizou esse paracetamol e também demonstrou efeitos tóxicos do paracetamol, como acontece no ser humano também.”


De acordo com a pesquisadora, os miniórgãos reproduzem as funções biológicas e genéticas do organismo humano com muita semelhança. Nesse sistema, os órgãos foram conectados entre si por um fluxo sanguíneo e ligados a equipamentos que reproduzem as condições fisiológicas do corpo humano.


“Essa tecnologia que nós estamos implementando e desenvolvendo tem esse intuito, de ser um teste mais robusto, diminuir o custo do desenvolvimento de medicamentos e, ao mesmo tempo, ser mais ético, porque reduz o número de [testes em] animais”, enfatizou Talita Marin, acrescentando que o próximo passo é testar outros medicamentos de efeitos bem conhecidos utilizando o mesmo modelo.


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Com informações do Vegazeta

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