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Medicina Veterinária do Coletivo na promoção do bem-estar a animais de abrigos

Entenda como a Medicina Veterinária do Coletivo ajuda a melhorar a vida dos animais em abrigos. A atuação dessa divisão envolve desde os cuidados físicos até o acompanhamento psicológico dos animais abrigados.

A Medicina Veterinária do Coletivo é uma área em ascensão no Brasil, que pode trazer mais dignidade para todos os animais. Envolve a medicina preventiva, a saúde pública, o controle de zoonoses, o comportamento e bem-estar animal, o manejo populacional de animais, a bioética, o gerenciamento de recursos humanos, entre outros importantes assuntos relacionados à profissão do veterinário. Tem o objetivo de zelar pela saúde e bem-estar dos animais e das pessoas de forma integrada ao ambiente onde estão. Gestão ambiental e gestão de riscos envolvendo populações animais também são temas relacionados a esta área. (Foto: Pixabay)

A Medicina Veterinária do Coletivo (MVC) é uma das divisões mais recentes da Medicina Veterinária, que surgiu pela grande demanda de animais abandonados e pela necessidade de aperfeiçoamento da profissão na saúde pública. “Ela se divide em três grandes áreas, sendo a medicina de abrigos, a medicina veterinária forense e a saúde pública”, explica Lucas Galdioli, residente em Medicina Veterinária do Coletivo da UFPR (Universidade Federal do Paraná).


A maior finalidade da Medicina Veterinária do Coletivo é promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos, famílias e comunidades. “É uma área multidisciplinar, onde os animais são considerados parte integrante e indissociável da sociedade, e que utiliza conhecimentos da Saúde Coletiva, da Medicina de Abrigos e Veterinária Legal”, define Lucas.


Dessa forma, a MVC abre caminho para a compreensão das doenças e agravos, como zoonoses, que atingem uma determinada população vulnerável ou de risco. Essa área busca controlar e prevenir essas doenças, promovendo políticas públicas e conscientização da população, além de levar o conhecimento sobre maus-tratos e violência contra animais.


Conforme explica Lucas, existe grande demanda da atuação do veterinário especializado nessas searas da Medicina Veterinária, e nos municípios já existe demanda das prefeituras e da população para o desenvolvimento de ações.


“A criação de ONGs de reabilitação e adoção gerou a necessidade do médico veterinário se especializar no tratamento e manejo de grandes populações de animais abrigados no mesmo local. Assim como a grande quantidade de animais nas ruas, negligenciados e abandonados, trouxe a necessidade do aperfeiçoamento da profissão na saúde pública”, afirma o residente. A Medicina Veterinária Forense é outra divisão muito importante e necessária em ocorrências de maus-tratos. “A Medicina Veterinária cresceu além dos consultórios, para trabalhar com populações, considerando todo o coletivo: seres humanos, animais e meio ambiente”, conclui.


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Como funciona na prática?


Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, a Medicina Veterinária não segue protocolos de forma idêntica para todos os animais. “Não é uma receita de bolo. A Medicina de Abrigos requer olhar e tratamento especializados na área, pois abrange muito mais do que o manejo individualizado do animal na clínica”, diz. Além de cuidar de animais doentes, a Medicina de Abrigos visa melhorar a qualidade do ambiente, pensando desde o manejo de doenças infecciosas até a melhora na qualidade dos enriquecedores ambientais, prezando tanto no bem-estar físico quanto psicológico de um animal abrigado.


Para aumentar o grau de bem-estar de animais em abrigos, são considerados os indicadores de bem-estar já conhecidos: nutricional, comportamental, sanitário e de conforto. “É importante que os graus de bem-estar sejam elevados em todos os indicadores, portanto, não é suficiente que seja fornecida alimentação adequada e que os animais tenham abrigo. Esse é um erro comum ao se considerar o manejo realizado atualmente em algumas ONGs”, ressalta Lucas.


Para o médico veterinário residente, é preciso considerar também os protocolos de esterilização, vacinação e vermifugação, inclusive limpeza adequada do ambiente, para suprir as necessidades sanitárias e bem-estar comportamental do animal abrigado. “Um ambiente superlotado, de espaço reduzido e sem acesso ao sol, por exemplo, além de impactar negativamente nos indicadores de conforto e sanitários, também impactam no comportamento de um animal”, afirma. Este indicador muitas vezes não é considerado relevante, mas tem consequência direta na possibilidade de adoção futura, pois animais com problemas comportamentais dificilmente são adotados, o que gera a superlotação dos abrigos.


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A realidade no Brasil


Até o momento, além dos programas específicos de atuação na área, a Medicina Veterinária do Coletivo é aplicada essencialmente pelos veterinários que atuam em serviços públicos, onde normalmente surge a possibilidade de se trabalhar com o coletivo e não apenas com um indivíduo. “Nas prefeituras, os veterinários desenvolvem programas de manejo populacional de cães e gatos, trabalham com cães comunitários, eventualmente lidam com abrigos municipais, mapeamento e controle de zoonoses, e ações com educação em saúde”, conta Lucas.


Os veterinários também promovem ações e fiscalização de denúncias de maus-tratos aos animais, bem como assistência técnica para pessoas consideradas “acumuladoras de animais”. “Para estas pessoas, damos suporte a fim de evitar doenças, como a vacinação e atendimento veterinário quando necessário, além de tentar prover as necessidades desses animais para melhorar suas vidas e bem-estar”, descreve.


Por ser uma área nova, Lucas afirma que ainda há muito a ser feito, mas aponta as maiores conquistas até agora. “Elas dizem respeito à disseminação dos conhecimentos, com a oferta de cursos de pós-graduação em MVC, mesmo que em poucos locais; com o desenvolvimento do conhecimento em território nacional, a partir de nossa realidade (Livro brasileiro sobre MVC, artigos sobre medicina de abrigos, saúde pública e medicina veterinária legal); e a aplicação prática da especialidade, por meio dos profissionais da área, em suas atuações diárias, implementando políticas públicas e atuações de impacto positivo em locais antes desassistidos”.


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Próximos desafios


A Medicina Veterinária do Coletivo ainda não é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). “Isso prejudica o avanço da área de diversas formas, e uma delas é a falta de obrigatoriedade da matéria na grade curricular dos cursos de graduação”, diz o residente. De acordo com Lucas, essa defasagem culmina na falta de reconhecimento, inclusive dentro da profissão. “A formação deficiente de um profissional veterinário nesta área também gera falta de capacitação para os médicos veterinários reconhecerem sua importância na atuação em saúde pública e prevenção de doenças, por isso é extremamente importante o reconhecimento dessa especialidade pelo CFMV”, completa. Além disso, a falta de reconhecimento do órgão prejudica principalmente que os animais sejam vistos como seres que merecem respeito.


Políticas externas e de proteção


Todo esse trabalho em prol do bem-estar dos animais ainda precisa de muito apoio, pois as políticas existentes não são suficientes e algumas delas sequer são válidas para todas as cidades. “Temos o controle populacional de cães e gatos através da castração, existência de abrigos e conforto para os animais de rua, conscientização sobre o problema do abandono por parte da população e, consequente, promoção da empatia pelos animais”, aponta Lucas.


Utilizando a Medicina Veterinária Legal como ferramenta, foi possível também implantar políticas de proteção aos animais, como a solução de crimes que violam seus direitos e, consequentemente, a punição penal dos criminosos. Na opinião de Lucas, ainda existe mais a ser feito no campo da educação. “A disseminação dos conhecimentos sobre Medicina Veterinária do Coletivo, por meio da capacitação dos profissionais, bem como a oferta de disciplina condizente nos cursos de graduação de todo país, além da expansão e aprimoramento das políticas públicas já existentes, seria de suma importância para levar conhecimento do manejo populacional, a educação em saúde e o cumprimento das leis de proteção para todos os municípios brasileiros”, afirma.


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