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Importância do exame preventivo ao tumor de mama nos pets

Atualizado: 27 de Nov de 2019

A cada dia que passa os animais de estimação estão vivendo por mais tempo. Sabe-se que alguns fatores podem aumentar as chances dos pacientes em terem câncer nas mamas, como poluição, predisposição genética, alimentação errada, entre vários outros. Devido à soma desses fatores, os animais estão mais sujeitos a desenvolverem tumores.

Cães e gatos têm alta taxa de incidência de tumores mamários, e o método preventivo mais recomendado é a castração precoce, de preferência, antes do primeiro cio do animal. (Foto: Creative Commons)

Os tumores mamários são muito comuns em cães e gatos. Há uma gama enorme de tipos histológicos que acometem os cães, porém na maioria dos casos são tumores benignos. Já nos gatos, a maior parte dos tumores são malignos e altamente agressivos.


São muitos os casos de câncer de mama em cães e gatos. Ainda é o tumor mais comum entre as cadelas e gatas, mas em felinos a probabilidade de malignidade é maior, de 80% a 90%. Já nos cães a incidência de câncer é de 50% a 60%.


Assim como nos humanos, é muito raro que os machos tenham esse tipo de câncer. Mas você sabe como fazer um exame para detectar qualquer probleminha?


O médico veterinário oncologista Filipe Galindo explica que o exame deve ser feito em cadelas e gatas a partir dos cinco anos. “Quando detectar qualquer carocinho, por menor que seja, leve ao veterinário”, complementa.


Quanto mais cedo for a detecção do problema, mais fácil é o tratamento.


Que fatores contribuem para o câncer de mama?


Muitas pessoas dizem que a ração é a grande vilã no aparecimento de todos os cânceres, mas isso ainda não foi comprovado cientificamente. O que se sabe é que por conta das rações e do avanço da medicina veterinária, os animais estão vivendo mais. “Todas as doenças neoplásicas estão associadas a animais mais idosos”, relata o Dr. Filipe.


Muitos não sabem, mas assim como na medicina humana, a causa do câncer em pets não tem uma única origem. Sabe-se que alguns fatores podem aumentar as chances das pacientes em terem câncer nas mamas, como poluição, predisposição genética, alimentação errada e até fumaça de cigarro.


O uso de meios contraceptivos, comumente utilizadas em cadelas e gatas não castradas, aumenta muito a chance de ter esse tipo de doença. “O nódulo é gerado por uma indução hormonal. Esse tipo de medicamento nada mais é do que hormônio. Quanto mais hormônio circulante, maior a predisposição de ter um câncer de mama”, alerta Dr. Filipe.


Assista ao vídeo / TV Antares


Como prevenir?


A melhor forma para a prevenção é realizar a castração o mais cedo possível. “Quando é feita antes do primeiro cio, cai para 0,5% a chance de ter tumores de mama. O indicado é fazer até o terceiro cio”, comenta o oncologista.


Cruzar a fêmea não diminui em nada o risco de ter tumores. “Fêmeas que cruzaram ou não, podem desenvolver igualmente esse problema. Não há nenhuma relação entre o câncer de mama e a maternidade. Isso é lenda”, explica Dr. Filipe.


Os tutores também podem criar certa rotina de contato e palpação dos pets. “Nos momentos em que o animal estiver relaxado em casa, sempre que possível, deve aproveitar e investigar se há pequenas bolinhas (nódulos) ou algo anormal no animal”, afirma a médica veterinária Dra. Gisele Francine da Silva. Confira agora, no vídeo abaixo, dicas de como examinar os cães e gatos, em casa, para detectar a presença de neoplasias nas glândulas mamárias dos animais.


Assista ao vídeo / TV UFMG


O que deve ser avaliado neste exame?


Os principais sintomas são: dores, inchaço ou aumento das mamas, presença de secreções, caroços na região das mamas ou próximo a ela. Caso seja identificado algum “nódulo ou tumor”, a paciente deve ser encaminhada para o médico veterinário. “Muitas pessoas esperam para ver se o caroço vai aumentar para então levar ao veterinário. Se encontrar algo, por menor que seja (do tamanho de grão de areia ou grão de arroz), leve ao veterinário”, complementa Filipe.


Tratamento


Uma tumoração que cresce muito rápido, pode ser maligna. Se não for retirada, corre o risco de gerar metástase. Isso ocorre quando a célula cancerosa se desenvolve em outra parte do organismo, que não o de origem.


Assim que ocorre a identificação do tumor, a paciente passa por uma triagem de exames (ultrassom de abdome, raio-x de tórax e exames de sangue) e de maneira geral, são encaminhadas para a “Mastectomia”. Nesta cirurgia, a fêmea pode ter a retirada de uma maminha, uma cadeia inteira (unilateral) ou as duas cadeias (total). Quanto mais cedo levar ao veterinário, menos agressiva será essa cirurgia.


Dependendo do grau de malignidade, pode haver a necessidade de associar a cirurgia a remédios quimioterápicos. Este tratamento, assim como nos humanos, pode causar quedas de pelos, enjoo, diarreia e até vômito. “Isso ocorre, pois, a maioria dos medicamentos contra câncer atacam células de crescimento rápido, como intestino, pelo, sangue”, finaliza o médico veterinário.


Assista ao vídeo / TV Assembleia


Em outubro, mês dedicado à prevenção do câncer de mama, ONGs de proteção animal e algumas clínicas veterinárias desenvolvem campanhas de conscientização contra estas neoplasias em cães e gatos. A ideia é alertar a todos os tutores sobre o perigo do câncer de mama e a importância do exame preventivo, com dicas que ensinam a prevenir, identificar e tratar da doença.


Com informações do Comportamento Animal

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