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Histórias: animais esperam adoção há mais de 10 anos na Apipa

Atualizado: 15 de out. de 2021

Nesta semana em que se comemorou o Dia do Cachorro e o Dia dos Animais, celebrados em 4 de outubro, viemos contar algumas historinhas de animais acolhidos em nosso abrigo, lembrando que o trabalho assistencial que desenvolvemos em benefício de animais carentes precisa do apoio financeiro de toda a sociedade, visto que esta Entidade sobrevive de doações. Ajude a Apipa!

Animais com necessidades especiais precisam de assistência permanente. A Apipa realiza o trabalho que deveria ser do poder público. Venha ajudar! (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Negligenciados e vivenciando cotidianamente os efeitos atrozes da maldade humana, animais abandonados acabam sendo vítimas de acidentes, agressões cruéis e acometidos por doenças que os debilitam severamente. Alguns destes vulneráveis que conseguem sobreviver a tal flagelo, são acolhidos nos abrigos, mas nem todos se reabilitam completamente, tendo que ficar por muitos anos sob os cuidados de entidades e protetores. Via de regra, os cães e gatos portadores de algum tipo de deficiência não conseguem ser adotados, salvo raras exceções. É o que se verifica no abrigo de animais carentes da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), em Teresina, onde alguns bichinhos já esperam há mais de 10 anos por uma família.


Nesta semana comemorou-se o Dia do Cachorro e o Dia dos Animais, celebrados em 4 de outubro. A data é alusiva ao nascimento de São Francisco de Assis, santo padroeiro dos animais e do meio ambiente. Em face dessa celebração, vamos contar algumas histórias relacionadas a animais com necessidades especiais assistidos pela Apipa.



Atualmente, de acordo com a protetora Isabel Moura, que é membro da diretoria da Apipa, a Entidade abriga, entre filhotes e adultos, cerca de 64 cachorros e mais de 170 gatos. Isabel explica que o fato de os animais dependerem de cuidados especiais, seja por terem alguma deficiência ou devido a alguma doença que demande tratamento constante, quase que a totalidade das pessoas que visitam o abrigo não se interessa em adotá-los.


Pitel - há 13 anos na Apipa


Pitel - hóspede permanente do abrigo, praticamente desde a fundação da Apipa. (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Pitel vivia pela Zona Norte de Teresina, em 2008, quando foi resgatado. Abandonado, doente e com muitas feridas no corpo, ele foi salvo por uma protetora que o levou até o abrigo. Hoje, o bichinho não tem nenhuma doença, mas Isabel acredita que a aparência do animal acaba afastando as pessoas.


"Cuidamos dele, tratamos as feridas, mas ele nunca conseguiu ser adotado. A aparência do Pitel não ajuda no seu processo de adoção, as pessoas passam direto do seu canil. Ele não faz uso de nenhum remédio controlado, só precisa de remédio pra manter a imunidade alta e é um cachorro de pequeno porte", contou a protetora.


Luluzinha - há 1 mês na Apipa


Luluzinha (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

A gatinha foi atropelada em frente ao cemitério São José, Zona Norte de Teresina, e não foi socorrida. A Apipa desconfia que ela tinha um tutor, porque quando a socorreu do acidente e a internou na clínica, o médico que cuidou dela também retirou os pontos de uma cirurgia de castração recém realizada. Luluzinha fraturou a cabeça no acidente e precisou fazer cirurgia. Por enquanto, a bichinha permanece com um pino na boca, sendo parte do tratamento para a reparação de sequelas.


Às vezes tem dificuldade de equilíbrio e, recentemente, percebeu-se que sua patinha dianteira direita está atrofiando. Luluzinha tem aproximadamente um ano. Ela adora um cafuné e gosta também de tirar uma sonequinha durante a tarde.


Batuta - há 5 anos na Apipa


Batuta (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Cachorro que foi encontrado na rua, apresentava episódios de convulsões. Quando acolhido pela Apipa, Batuta foi castrado e não apresentou mais as convulsões, mas ficou com sequelas neurológicas que dificultam sua locomoção.


O cachorro não anda, apenas se arrasta. Apesar disso, Batuta adora seguir as pessoas, é dócil e muito brincalhão.


Belinha - há 8 anos na Apipa


Belinha (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

A cadelinha não tem os movimentos das patas traseiras devido a um atropelamento. O xixi precisa ser manipulado, pois ela não consegue fazer sozinha. A bichinha também quer ser adotada, pois espera por um lar. Adora um carinho e um paninho para se deitar.


Lucinha - há 7 anos na Apipa


Lucinha (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Foi encontrada vagando pela Zona Leste de Teresina e não tem a perna dianteira esquerda. Quando foi resgatada, ela já tinha essa deficiência, por isso achamos que Lucinha tinha uma família que arcou com as despesas da cirurgia de amputação, mas essa suposta família nunca foi localizada ou procurou pela cadelinha. Lucinha ainda precisa fazer outra cirurgia para retirar excesso de pele no olho, mas não faz o uso de nenhuma medicação controlada e é bastante saudável.


Essa cadelinha, em 2014, encantou o humorista Whindersson Nunes, por ocasião de sua visita à Apipa. Em nova visita, um tempo depois, Whindersson não reconheceu mais a Lucinha porque ela estava bem nutrida e mais esperta do que nunca. Hoje, Lucinha adora andar pelos corredores da Apipa e deitar nos tapetes macios.


Paty - há 5 anos na Apipa


Paty (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Paty é uma cadelinha tetraplégica que não tem movimentos voluntários corporais. Vive deitada, bebe água e come ração de lado com a cabeça apoiada na cama, seu xixi precisa ser manipulado, já que ela não consegue fazer sozinha. Apesar do seu problema, ela ainda tem sensibilidade nas pernas, principalmente, e na cabeça, o que a faz gostar de receber carinhos.


Paty, quando estava prenhe, foi jogada de cima de um caminhão de lixo em movimento. Uma pessoa malvada, até então responsável pela cadela, quis se livrar do animal e o entregou a um lixeiro, para que este executasse o ato cruel. O homem, desprovido de consciência e compaixão, em vez de procurar resolver a situação de forma civilizada, jogou a cadelinha de cima do caminhão. Todos os seus filhotinhos morreram e Paty lesionou a coluna, perdendo os movimentos voluntários do corpo.


Talita - há cerca de 10 anos na Apipa


Talita (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Abandonada, Talita morava na rua e em determinado momento da sua vida foi atropelada, perdendo os movimentos das patas traseiras, precisando, para se locomover, ter que arrastar as perninhas pelo chão. Ainda abandonada, nas ruas, tendo que se deslocar em busca de comida, a bichinha acabou abrindo enormes feridas nas patas. A cachorra costumava pedir comida na porta de supermercados de Teresina, até o dia em que foi resgatada pela equipe da Apipa. Hoje ela fica em um local especial do abrigo para não ferir suas pernas. Ela adora latir pedindo cafuné na orelha, ama atenção e carinhos na barriga. Não faz o uso de nenhum remédio controlado e não tem doenças degenerativas. Apesar de dócil e amorosa, Talita nunca encontrou um lar fora da Apipa.


Mileide - há 3 anos na Apipa


Mileide (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Mileide morava com uma família, mas era tratada com descaso e negligência. Submetida a maus-tratos, vivia em um espaço pequeno demais e sujo. Após denuncias, a sua tutora foi obrigada a entregá-la aos cuidados da Apipa. Hoje, Mileide é uma cachorra grande, saudável, peluda e dorminhoca.


Biscoito - há vários meses na Apipa


Biscoito (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Gatinho resgatado da rua. Tem problema intestinal e é tratado apenas com ração especial. Não é uma doença grave, ele só tem necessidades fisiológicas mais recorrentes que o normal. Biscoito adora dormir e se enrolar em jornais. Também adora carinho.


Claudinha - há 2 meses na Apipa


Claudinha (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Ainda filhote, chegou à Apipa desnutrida. Ficou internada e recebeu doação de sangue. Após um intenso tratamento, Claudinha está super saudável e esperando um lar.


Rico - há 9 anos na Apipa


Rico (Foto: Lívia Ferreira / TV Clube)

Sendo mais uma vítima de negligência, Rico foi atropelado, em 2012. A família não o quis de volta e a Apipa teve que o acolher em seu abrigo. Tem sarna demodécica não contagiosa, e precisa de cuidados especiais com a pele. É peludinho devido aos bons cuidados que recebe no abrigo, mas sua aparência ainda faz as pessoas repensarem sua adoção. Rico adora brincar com os outros cachorros e sonha em encontrar uma família amorosa que o adote.


Como adotar


Para adotar ou apadrinhar um dos animais assistidos pela Apipa, basta procurar o abrigo da Entidade munido com uma foto 3/4, originais e cópias do RG, CPF e comprovante de residência. Deve ainda participar de uma rápida entrevista, preencher um questionário e assinar o termo de adoção responsável.





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Cadelinha Érica quer ser adotada - ajude realizar a castração.









Solidarize-se com os animais da APIPA

Solidarize-se com os cães e gatos carentes assistidos pela APIPA. O nosso centro de acolhimento está sempre superlotado, operando com o dobro de sua capacidade, sendo necessário que se faça coletas diárias de doações de ração, material de limpeza, medicamentos veterinários e jornais. Um dia de consumo de ração no abrigo equivale a 25 kg para os cães adultos e entre 12 e 15 kg para os gatos, sem contar os filhotes. Para fazer a higienização do abrigo, usamos diariamente 5 litros de desinfetante e 5 litros de detergente, além de muito saco de lixo, esponjas, vassouras e rodos. O amigo interessado em ajudar pode entregar os donativos diretamente na sede da Entidade, ou ainda, se preferir, fazer as doações em dinheiro por meio de depósitos bancários (contas abaixo).


Feliz Aniversário! APIPA congratula a protetora Temis pelos seus 80 anos A protetora Isabel Moura, que é uma das fundadoras e membro da atual diretoria executiva da APIPA, fala um pouco sobre a importância da adoção de animais carentes e o trabalho que a Entidade desenvolve na reabilitação de cães e gatos resgatados em situação de maus-tratos e abandono (vídeo).


Devido à pandemia, as visitas ao abrigo da APIPA sofreram algumas restrições, sendo agora necessário que o visitante faça prévio agendamento por meio do Instagram.

Como ajudar a APIPA

Existem diversas formas com as quais o amigo pode participar para contribuir com o trabalho assistencial da APIPA. Um modo bem simples e rápido de ajudar é fazer as doações em dinheiro por meio de transferência/depósito bancário (contas abaixo). O amigo também pode fazer doações (online) por meio do PagSeguro. Lembrando que a nossa associação sobrevive unicamente de doações. Não deixe de oferecer a sua solidariedade em prol do bem-estar dos nossos bichinhos carentes. Ajude-nos! Ajude! APIPA pede que as doações continuem durante pandemia Pandemia: APIPA sofre com redução de 70% nas DOAÇÕES ao abrigo Faça a sua doação de ração para cães e gatos: Ajude! Falta ração para alimentar mais de 300 animais famintos CONTAS BANCÁRIAS DA APIPA (doações) CNPJ: 10.216.609/0001-56

  • Banco do Brasil Ag: 3507-6 / CC: 57615-8 Pix: apipa.bbrasil@gmail.com

  • Caixa Econômica Federal Ag: 0855 / Op: 013 / CP: 83090-0 Pix: apipa.cef@gmail.com

  • Banco Santander Ag: 4326 / CC: 13000087-4


Com informações da TV Clube

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