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Gato também precisa de prevenção contra parasitas

Atualizado: Mar 1

Conheça os riscos que uma infestação por pulgas e carrapatos pode trazer aos felinos, e saiba como prevenir.

Medicamentos, tratamentos e formas de prevenção devem ser indicados por médico-veterinário, que garantirá um produto seguro e eficaz para o seu pet. (Foto: Affinity Petcare)

Cães e gatos têm personalidades bastante distintas. Enquanto os cachorros são definidos como fiéis companheiros do homem, os gatos tendem a ser mais independentes e agirem por conta própria, mesmo reconhecendo e amando o seu tutor. Essa característica dos felinos torna-os muito mais livres, principalmente pelos hábitos noturnos que os levam a sair de casa e procurar diversão na rua. Quem tem um gato sabe que muitas vezes eles passam dias sem aparecer em casa, ao ponto de preocupar toda a família, e depois voltam como se nada tivesse acontecido.


Da sacada ao telhado, do muro de casa ao quintal do vizinho, não dá para segurar esses bichanos dentro de casa e muito menos treiná-los para que se comportem como cães. Suas relações sociais com os seres humanos e outros animais são muito diferentes, assim como seu 'espírito livre', e é isso que torna os felinos animais únicos.


Se não há como controlá-los, porém, é preciso atentar-se aos riscos de doenças. Com o hábito de passear por diversos lugares e até mesmo por entrar em contato com outros animais e humanos, os gatos acabam expostos a uma série de riscos que passam despercebidos pelos tutores, somente sendo notados quando o bichano começa a apresentar sintomas de que algo pode estar errado.


No geral, os tutores de animais domésticos estão habituados a se preocuparem com pulgas e carrapatos apenas em cachorros, quando os gatos também podem contrair essas pragas e sofrer com coceiras, feridas e doenças mais sérias, como a doença do carrapato.


Os felinos também não estão imunes à leishmaniose, doença que é mais comum em cães e que vem aumentando os casos em gatos, podendo para ambas as espécies ser fatal, caso não haja tratamento adequado. A prevenção é o melhor caminho para evitar que os amigos de quatro patas sofram no futuro e não possam gozar da sua liberdade característica.


Os riscos que uma infestação por pulgas e carrapatos pode trazer aos felinos


Ao contrário do que muitos pensam, os gatos não estão imunes de sofrer com as consequências da infestação por pulgas e carrapatos, mesmo sendo tão preocupados com a higiene corporal.


Um passeio pela casa do vizinho ou uma voltinha pelas ruas podem ser suficientes para que o animal seja acometido por essas pragas. É importante fazer inspeções pelo corpo do felino com frequência e prevenir o risco da presença de parasitas com coleiras e repelentes específicos para gatos.


A babesiose é uma doença comumente associada aos cães, mas que pode acometer os felinos. A doença, transmitida pelo carrapato, ataca os glóbulos vermelhos do sangue e provoca perda de peso, letargia, fraqueza muscular, anemia, palidez e alteração na textura dos pelos. O animal pode, inclusive, passar por um quadro de depressão, já que perde a capacidade de se exercitar e movimentar. A doença pode ser fatal, caso o gato não seja adequadamente diagnosticado e tratado.


Outra doença provocada pelo carrapato é a erlichiose, que ataca os gânglios linfáticos e órgãos como fígado e baço, destruindo os glóbulos brancos e baixando a imunidade do animal. O resultado são sintomas como perda de peso, febre, tremores, secreção nasal purulenta, hemorragia, apatia, fraqueza muscular e mucosas pálidas.


As pulgas não são menos nocivas aos gatos. A saliva delas é extremamente nociva nos casos de animais alérgicos e tem como consequência a dermatite alérgica, desencadeando sintomas como coceira intensa, queda de pelos, feridas, descamação e até alterações de odor na pele dos bichanos.


As pulgas também são responsáveis por doenças como:

  • Verminoses O verme Dipylidium caninum é o mais comum e assemelha-se a grãos de arroz quando encontrado nas fezes do gato, no pelo do animal, ou até mesmo saindo ativamente pelo ânus. A pulga é responsável por transmitir esse verme quando, ao se lamber, o gato ingere a pulga infectada por esse agente, que pode provocar sintomas que variam de coceira na região do ânus até convulsões.

  • Anemia Infecciosa Felina A bactéria Mycoplasma haemofelis, que a causa a doença, pode ser transmitir por meio da picada. A doença irá acometer os glóbulos vermelhos e causar sintomas, como aumento do baço, falta de apetite, perda de peso, diarreia, febre e palidez das mucosas devido à anemia profunda.

  • Estresse A coceira intensa pode provocar estresse no animal e em longo prazo fazer com que ele deixe de se alimentar e perca peso, além de prejudicar suas atividades.


Assim como os cães precisam de inspeções frequentes, os gatos também devem ser verificados sempre que possível para garantir que não estejam com pulgas e carrapatos – principalmente após longos passeios ou vários dias fora de casa. Vale lembrar que a febre maculosa, transmitida pelo carrapato, é uma doença transmissível ao ser humano, e a presença desses parasitas indesejáveis dentro de casa pode ser prejudicial à família.


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Leishmaniose em felinos


A leishmaniose é uma doença provocada pelo protozoário Leishmania infantum que geralmente afeta cães, mas pode também vitimar os gatos e até seres humanos. Ela é transmitida pela fêmea do mosquito Lutzomyia longipalpis (ou mosquito-palha), que contrai o protozoário após picar um reservatório da doença, que pode ser tanto um animal quanto uma pessoa.


Este protozoário amadurece no inseto e é transmitido pela picada a outros animais ou ao ser humano. Sem o mosquito não há transmissão da doença, portanto não há risco no contato com animais ou pessoas infectadas.


Como os cachorros são considerados os principais hospedeiros da doença, é comum que os tutores de gatos não considerem a prevenção. Os felinos, porém, não estão imunes de ser atingidos, mesmo sendo geneticamente mais resistentes às patologias. O simples hábito de andar por ruas movimentadas e áreas de mata, onde pode haver acúmulo de lixo que contém matéria orgânica que propiciam a proliferação do mosquito, pode apresentar riscos ao animal.


Os sinais de que o gato está com a doença aparecem na forma de lesões na pele, queda do pelo, formação de nódulos subcutâneos, aumento dos gânglios linfáticos, descamações e dermatite. Também podem ser observadas lesões oculares, como conjuntivite e inflamação das pálpebras.


Os sintomas mais graves da leishmaniose felina incluem:

  • apatia;

  • desidratação;

  • vômito;

  • diarreia;

  • febre;

  • inflamações;

  • perda de peso.


Os sintomas são gerais e pouco específicos, o que pode atrapalhar no diagnóstico da leishmaniose. O grande problema dessa doença em felinos é que após serem infectados, a maioria dos animais não apresenta sintomas iniciais. Ao primeiro sinal de que o felino não está bem é preciso levá-lo ao veterinário para um exame detalhado, que vai mostrar se o gato está ou não infectado pela doença.


A leishmaniose pode ficar incubada no organismo dos felinos por até sete anos sem se manifestar. Em países tropicais, como o Brasil, o risco de transmissão é ainda maior, pois a presença dos mosquitos é frequente durante todo o ano.


A melhor forma de evitar a leishmaniose é a prevenção, que pode ser feita das seguintes formas:

  • evitando o acúmulo de lixo em locais urbanos, áreas de fácil proliferação do mosquito;

  • uso de repelentes específicos contra mosquitos;

  • instalação de telas em janelas e portas, para evitar a transmissão da doença tanto para a família quanto para os animais domésticos;

  • uso de coleiras antiparasitárias e para prevenção da leishmaniose em felinos.


RECOMENDAÇÃO

Existem no mercado vários produtos indicados para tratamento e prevenção dos males abordados neste artigo. Vale ressaltar, porém, que o uso de qualquer medicamento precisa ser prescrito por profissional de saúde, no caso, médico-veterinário. Considerando este preceito, decidimos não fazer indicações de quaisquer produtos como formas de tratamento ou prevenção.


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