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Especialista explica: cães e gatos não transmitem coronavírus para humanos

Cães e gatos não são fonte de infecção da Covid-19 para os humanos. A veterinária Aline Kirazian explica as coronaviroses que acometem os pets e reforça a importância da vacinação.

Não se deixe enganar pelos boatos e falsas informações. Cães e gatos não desenvolvem a Covid-19 nem são os transmissores da doença para as pessoas. Seja consciente e proteja seu animal de estimação. (Foto: Banco de Imagem)

Recentemente uma discussão ganhou destaque após a divulgação do primeiro caso da Covid-19 em um animal no Brasil. Trata-se de um gato em Cuiabá, no Mato Grosso. A partir disso, várias pessoas ficaram com medo de que os bichos de estimação transmitissem a doença para os humanos.


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O Portal Multiplix entrevistou a médica veterinária Aline Kirazian, que explicou que ainda não há comprovação científica que os pets, cães e gatos, sejam fonte de infecção da Covid-19 para os humanos.


“De humanos para animais, em teoria, um tutor pode infectar os animais através do espirro ou da tosse e a partir de partículas em suspensão. Porém, não há estudos que mostrem a permanência do vírus nos tecidos cutâneos (pele e pelos) de cães e gatos e nem evidência de que animais sejam vetores mecânicos ou possam carregar o vírus, ou que o vírus possa se replicar nos animais. O risco de animais contraírem Covid-19, ou contaminar seus próprios donos, praticamente não existe”, frisou.


O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Mato Grosso (CRMV-MT), disse em nota, sobre o caso do gato de Cuiabá, que não há evidências científicas de que os animais de companhia sejam fonte de infecção para os humanos. Afirmativa feita também pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) que acrescentaram que não há estudos que comprovam a transmissão da Covid-19 de humanos para animais.


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Ainda assim, Aline explica que os animais da mesma espécie podem transmitir a doença entre si, além de contraírem outros tipos de coronavírus. De acordo com a médica veterinária, a orientação, para evitar o contágio tanto do coronavírus entérico canino, quanto o coronavírus felino, é para que os tutores mantenham a vacinação em dia.


“No caso de caninos, existe a vacina contra o coronavírus entérico canino (CCoV) e está presente nas vacinas múltiplas conhecidas como V8 e V10, recomendadas por veterinários e que são aplicadas anualmente. Já o coronavírus felino (FCoV), que causa a peritonite infecciosa felina (PIF) em felinos, não há vacina no Brasil”, disse.


Mas qual é a diferença entre o coronavírus em humanos e nos animais? Segundo a médica veterinária, existem gêneros diferentes do vírus que podem infectar diferentes espécies de animais quanto os humanos.


“São 4 gêneros pertencentes à família Coronaviridae, os Alphacoronavírus, os Betacoronavírus, os Gamacoronavírus e os Deltacoronavírus, sendo que cada gênero pode levar a diferentes doenças, em diferentes espécies de animais e humanos. Então, apesar do vírus ser da mesma família, ele tem vários tipos que infectam espécies diferentes. O tipo que infecta o felino não é o mesmo que infecta o homem, que não é o mesmo que infecta o canino e assim em diante”, explicou Aline.


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Assim como acontece com os humanos que desenvolvem sintomas graves da Covid-19, o coronavírus entérico canino e felino também pode trazer consequências aos animais.


“Animais podem sim desenvolver sintomas graves acometidos por coronavírus, mas não pelo o que causa a Covid-19. Por exemplo, o coronavírus entérico canino causa gastroenterite canina, infectando as células do intestino. Já o coronavírus felino causa a PIF, uma enfermidade imunomediada, sistêmica, progressiva e fatal. Mas nenhum desses exemplos é transmissível ao humano e nem do canino para o felino e vice-versa”, finalizou a médica veterinária.


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