Dezembro Verde alerta sobre o abandono de animais

Atualizado: 20 de Dez de 2020

A campanha Dezembro Verde vem alertar sobre um problema recorrente e que se agrava a cada ano no Brasil, que são os nefastos atos de abandono de animais em períodos de férias e de festas.

Abandono de animais é CRIME. Denuncie esta CRUELDADE! (Imagem: CMI)

Com as férias chegando, muita gente aproveita o período para viajar e é aí que surge um problema e uma grande preocupação. Onde deixar o animalzinho de estimação? Algumas pessoas desprovidas de consciência e sem sentimentos acabam abandonando os inocentes nas ruas. Os atos nefastos de abandonar animais são práticas cada vez mais frequentes nesta época do ano, e não somente por causa das férias. No mês de dezembro, com a chegada do período natalino, quando acontece a tradicional troca de presentes, é comum que pessoas desavisadas acabem dando animais de presente a um membro de sua família, num gesto impensado que quase sempre resulta em abandono, pois o 'presente' nem sempre é bem-vindo ou viável para aquela residência ou família. Para alertar contra tais costumes cruéis, ativistas e protetores de animais lançaram a campanha Dezembro Verde, que busca a conscientização da sociedade acerca da 'Guarda Responsável de Animais' como forma de coibir o abandono.


A médica veterinária e secretária-geral do CRMV-GO, Ingrid Bueno Atayde Machado, explica os pilares da Guarda Responsável de Animais, um conjunto de atitudes que ajudam os tutores a cuidar melhor dos animais de estimação e evitar as práticas nocivas que resultam em sofrimento e abandono dos inocentes.



1 – Um novo membro para sua família

Criar (tutelar) um animal de estimação é uma responsabilidade que envolve toda a família, mudando seus hábitos e a rotina da casa. É fundamental ter consciência de que o animal vai gerar custos com alimentação e serviços veterinários, por exemplo, e que vai viver, em média, 12 anos. Para isso, a família precisa de espaço e tempo para cuidar do novo morador.


2 – Adote, não compre

As pessoas podem adotar animais procurando os pets em abrigos públicos ou privados, ajudando àqueles que não têm um lar e dando uma nova chance aos bichinhos que foram abandonados.


3 – Conheça melhor o seu animal

É muito importante conhecer as características do animal que se pretende adotar, de acordo com o seu porte e temperamento. O bom tutor deve ter a consciência de que o pet não é uma pessoa, para não esperar, equivocadamente, que ele tenha atitude semelhante a dos seres humanos, pois ele é um animal que tem as suas peculiaridades e deve ser compreendido e respeitado como tal. Cabe ao tutor prover todas as necessidades básicas do animal, oferecendo-lhe os cuidados essenciais necessários para que ele possa desenvolver-se saudável e feliz.


4 – Passeios

Sempre que for passear com o seu animal, leve material (saquinhos plásticos) para recolher as fezes dele. Além de ser um exercício de cidadania e preservação do meio ambiente, é obrigatório por lei. Para segurança de todos e do seu animal, não se esqueça de colocar coleira e guia.


5 – Identifique o seu animal

Existem várias formas de identificar o animal e facilitar sua localização quando perdido. O implante de microchip é uma delas. Procure informações sobre o microchip em qualquer clínica veterinária da cidade. O seu bichinho também pode ter um RGA – Registro Geral do Animal, que possui um número de identificação, informações sobre o animal e o seu tutor. Esse número deve ser colocado na coleira do animal. Uma outra alternativa é colocar na coleira alguns dados básicos, como nome do tutor e telefone.


6 – Esterilização

A esterilização (castração) é a alternativa mais indicada para se evitar as crias indesejáveis, além de ser uma das principais formas de prevenção de doenças. A castração é a medida mais eficaz no controle da população de animais, servindo como meio de prevenção do abandono, entre vários outros benefícios. Machos castrados evitam brigas por disputa territorial, demarcação com urina em todos os lugares da casa, previve tumores de próstata e evita que fujam de casa atrás de fêmeas no cio. Já a castração nas fêmeas evita infecção uterina, diminui as chances de desenvolver tumores, evita a gravidez indesejada, o abandono de crias e os incômodos do cios periódicos.


7 – Cuidados importantes

A alimentação adequada e higienização do animal estão entre as principais responsabilidades do tutor, assim como o ambiente em que ele vive, sendo de vital importância que ele tenha um espaço físico adequado a seu tamanho e temperamento.


8 – Proteja seu bichinho

As vacinações e o controle de ecto e endoparasitas (carrapatos, pulgas, vermes etc.) são fundamentais para manter os animais prevenidos contra diversas doenças. Algumas zoonoses são consideradas problemas de saúde pública no Brasil, como a Leishmaniose, doença endêmica em várias localidades do país, que afeta especialmente os cães. As zoonoses são doenças transmitidas dos animais ao homem, portanto, fique atento! Semestralmente, procure um médico-veterinário para avaliar a saúde do seu animal e lhe orientar sobre os procedimentos e a melhor forma de prevenir ou tratar as doenças.


9 – Cuide dele com carinho

O comportamento dos animais reflete a forma como são cuidados. Se for criado num ambiente com amor, carinho e responsabilidade, ele vai corresponder da mesma forma. Além disso, o tutor precisa ter consciência de que o seu animal não vive isolado e que passeios e contatos com outros animais farão muito bem a ele. Observe sempre o comportamento do seu animal e quando notar algo diferente, procure um médico-veterinário imediatamente.


10 – Educação e adestramento

Além de fofos e saudáveis, todo tutor sonha em ter um animal de estimação bem educado em casa. O adestramento profissional pode ser uma alternativa, mas com paciência você também pode treiná-lo em casa. Uma das técnicas recomendadas é a do reforço positivo, onde os animais aprendem por repetição, estímulos positivos e recompensa, valorizando as atitudes corretas e evitando maus-tratos. Informe-se também com seu médico-veterinário sobre o assunto.


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Abandonar animais é CRIME. Denuncie esta prática cruel!


Como denunciar em Teresina


DPMA - Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente

Avenida Raul Lopes, ao lado do Parque Potycabana, Zona Leste de Teresina

Telefone (86) 99449-2387


BPA - Batalhão de Policiamento Ambiental

Av. Duque de Caxias, 3520, Primavera II, Zona Norte de Teresina

Telefones (86) 3225-2748 / 3223-7221 / 3225-2684


DE - Delegacia Eletrônica (online)

Clique no link: dv.pc.pi.gov.br


As denúncias também podem ser feitas em qualquer delegacia de polícia. Denunciar é um ato de cidadania e de solidariedade para com o animal vitimado. Faça a sua denúncia. Os animais agradecem!


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Como ajudar a APIPA


Existem diversas formas com as quais o amigo pode participar para contribuir com o trabalho assistencial da APIPA. Um modo bem simples e rápido de ajudar é fazer as doações em dinheiro por meio de transferência/depósito bancário (contas abaixo). O amigo também pode fazer doações (online) por meio do PagSeguro. Lembrando que a nossa associação sobrevive unicamente de doações. Não deixe de oferecer a sua solidariedade em prol do bem-estar dos nossos bichinhos carentes. Ajude-nos!


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Faça a sua doação de ração para cães e gatos:

Ajude! Falta ração para alimentar mais de 300 animais famintos


CONTAS BANCÁRIAS DA APIPA (doações)


CNPJ: 10.216.609/0001-56

  • Banco do Brasil Ag: 3507-6 / CC: 57615-8 Chave Pix: apipa.bbrasil@gmail.com

  • Caixa Econômica Federal Ag: 0855 / Op: 013 / CP: 83090-0 Chave Pix: apipa.cef@gmail.com

  • Banco Santander Ag: 4326 / CC: 13000087-4


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Com informações do Hora Extra