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Barbárie: família monta esquema criminoso que explora animais maltratados no ES

Atualizado: 26 de fev. de 2021

Família do ES é indiciada por maus-tratos e estelionato. Inquérito investiga formação de uma quadrilha que usa o sofrimento dos animais maltratados para poder arrecadar dinheiro em beneficio próprio. A Polícia Civil informou que vai pedir a prisão do pai, mãe e filha, os três envolvidos no esquema criminoso.

Pai, mãe e filha montaram um esquema criminoso que desvia recursos financeiros arrecadados em doações para animais. Dinheiro que seria destinado a ajudar cães e gatos maltratados, os criminosos usurpam para benefício pessoal. (Foto: TV Gazeta)

A família responsável pelo apartamento onde 11 animais foram encontrados mortos, em Vila Velha, na Grande Vitória (ES), foi indiciada por maus-tratos e estelionato após investigação da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) em conjunto com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus Tratos, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), que constatou esquema criminoso que usa o sofrimento dos animais para arrecadar dinheiro em beneficio de criminosos. Veja reportagem da TV Gazeta (vídeo).



Os investigados foram convocados para prestar depoimento na CPI, que aconteceu na tarde desta quarta-feira (24), mas não compareceram. A Polícia Civil informou que vai pedir a prisão dos pais e da filha. A sessão foi acompanhada pelo advogado que representa a família.


O crime foi descoberto no dia 8 de janeiro. A Guarda Municipal foi acionada por moradores de um prédio que estranharam o mau cheiro que vinha de um dos apartamentos. Ao todo, foram encontrados 11 animais mortos. Os que sobreviveram estavam maltratados e abandonados há semanas.


Após a descoberta do apartamento, a polícia passou a investigar a jovem que morava no local e também os pais dela, que mantinham um abrigo de animais resgatados no município da Serra. Uma operação da Polícia Civil interditou o tal abrigo, que mantinha animais maltratados com finalidade de arrecadar os recursos financeiros que eram usurpados pela quadrilha. No local foram resgatou 34 animais, no final de janeiro.


Durante a sessão da CPI, o delegado Eduardo Passamani declarou que indiciou a família e vai pedir a prisão dos três. Segundo a investigação, o apartamento funcionava como uma extensão do abrigo, fazendo parte do mesmo esquema criminoso.


Na sessão desta quarta, o objetivo era ouvir os envolvidos e as testemunhas do caso, mas a responsável pelo apartamento e os pais dela não compareceram. Quando o caso veio à tona, em janeiro, o pai da moça alegou que a filha sofria de depressão e era usuária de drogas. Ele ainda disse que a jovem tinha sido internada em uma clínica logo após a Guarda Municipal encontrar os animais mortos dentro do apartamento.


"A gente teve que se ater, em um primeiro momento, aos animais que foram encontrados maltratados ou mortos, mas fizemos também um pedido de informações de que eles podem ter camuflado, podem estar atrapalhando a Justiça e coagindo testemunhas. Representamos pelo pedido de prisão dos três", explicou o delegado.


O inquérito ainda aponta que dinheiro pedido pela família para a construção de um abrigo, por meio de doações, foi usado em benefício próprio.


"Conseguimos comprovar que o dinheiro ficou com eles. Foi expressamente pedido para a sede do abrigo e não foi repassado para isso. Concluímos o inquérito e encaminhamos para análise do Ministério Público, para que analisassem as provas coletadas até o momento. Indiciamos os três, a dona do apartamento e os pais, pelos crimes de estelionato e maus-tratos", declarou o delegado.


Durante a CPI, vídeos foram exibidos no telão do plenário e relembraram a situação em que cães e gatos foram encontrados no apartamento. As imagens fortes causaram revolta de manifestantes que acompanhavam a sessão.


Formação de quadrilha


A deputada Janete de Sá (PMN), presidente da CPI dos maus-tratos, explicou que os depoimentos das testemunhas ouvidas na sessão reforçam o inquérito policial. A parlamentar definiu o caso como uma 'formação de quadrilha'.


"Parece a formação de uma quadrilha que usa o sofrimento dos animais para poder arrecadar dinheiro em beneficio próprio. Eles ainda colocam nas redes sociais os animais que estão em piores condições para comover as pessoas, que arrancam dinheiro de onde nem tem para poder ajudar acreditando que esses recursos serão para o bem-estar do animal", disse a deputada.


Defesa dos criminosos


O advogado da família esteve na CPI. Ele disse que os investigados não compareceram porque não tiveram tempo de saber o teor do que seria abordado na sessão. "Eles não vieram por uma orientação minha. Não tivemos tempo hábil de ter acesso ao processo apurado aqui hoje. A CPI notificou a família na quinta-feira pós-carnaval. Eu, enquanto defesa, protocolei um pedido de vistas e não tivemos vistas dos autos. Como eles viriam prestar esclarecimentos sem saber ao certo o que estaria sendo apurado aqui hoje?", questionou Jamilson Monteiro.


A barbárie


Onze animais, entre cães e gatos, foram encontrados mortos dentro de um apartamento no Centro de Vila Velha no dia 8 de janeiro deste ano, depois que moradores do prédio procuraram a Guarda Municipal para denunciar que havia um forte odor vindo de um dos apartamentos.


Além dos animais mortos, cinco cães ainda vivos foram resgatados no local. Eles estavam em situação deplorável, muito magros e vivenciando severos maus-tratos. Estes sobreviventes foram reabilitados e colocados para adoção.


O apartamento, que fica no segundo andar do prédio, estava completamente sujo, com jornais velhos e fezes espalhados por todo o chão, além dos restos de animais mortos que tinham sido, em parte, devorados por aqueles que se mantiveram vivos. Entre os animais encontrados mortos, foram contabilizados cinco gatos e seis cães.


Como havia somente os restos de corpos de animais espalhados pelo local, não se sabe ao certo o número total de mortos, mas os veterinários acreditam que os cachorros que sobreviveram se alimentaram dos cadáveres dos bichos mortos para permanecerem vivos.


Na época, a família informou que a jovem de 22 anos, moradora do apartamento e responsável pelos animais, sofria de depressão e tinha sido internada em uma clínica psiquiátrica.



Conheça os cachorrinhos sobreviventes dos maus-tratos em apartamento de Vila Velha, cerca de uma semana após o resgate, enquanto eles se reabilitavam em clínica veterinária (vídeo).





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Solidarize-se com os cães e gatos carentes assistidos pela APIPA. O nosso centro de acolhimento está sempre superlotado, operando com o dobro de sua capacidade, sendo necessário que se faça coletas diárias de doações de ração, material de limpeza, medicamentos veterinários e jornais. Um dia de consumo de ração no abrigo equivale a 25 kg para os cães adultos e entre 12 e 15 kg para os gatos, sem contar os filhotes. Para fazer a higienização do abrigo, usamos diariamente 5 litros de desinfetante e 5 litros de detergente, além de muito saco de lixo, esponjas, vassouras e rodos. O amigo interessado em ajudar pode entregar os donativos diretamente na sede da Entidade, ou ainda, se preferir, fazer as doações em dinheiro por meio de depósitos bancários (contas abaixo).



A protetora Isabel Moura, que é uma das fundadoras e membro da atual diretoria executiva da APIPA (Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais), fala um pouco sobre a importância da adoção de animais carentes e o trabalho que a Entidade desenvolve na reabilitação de cães e gatos resgatados em situação de maus-tratos e abandono (vídeo).



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Com informações da TV Gazeta

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