Animais vesgos: quando isso pode ser um problema?

É comum encontrarmos cães e gatos com estrabismo. Essa condição por si só não representa riscos, mas em certos casos pode merecer cuidado e atenção do tutor do pet, que deve procurar por atendimento veterinário quanto antes.

Quando o pet já nasce estrábico, essa condição raramente oferece risco ou problema de visão para o cão ou gato. (Foto: Brando Nascimento)

O estrabismo - mais conhecido como 'olhos vesgos' - em animais de estimação geralmente é mais visto em gatos, podendo também ocorrer em determinadas raças de cães, com alguma frequência. O estrabismo ocorre quando há uma má formação nos músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos – quando se olha para baixo, para cima e/ou para os lados - e, geralmente, não afeta a visão dos animais.


Estes pequenos músculos são conectados diretamente ao globo ocular. O problema acontece quando, ocasionalmente, um músculo se torna mais forte que o músculo do lado oposto, fazendo com que os olhos apontem para direções diferentes. É por isso que em crianças que nascem estrábicas, muitas vezes é colocado um tampão em um dos olhos, para que o músculo mais fraco se 'exercite' e corrija parte do estrabismo.


Existem diferentes tipos de estrabismo

  • Esotropia ou estrabismo convergente: quando ocorre o desvio de um ou de ambos os olhos em direção ao nariz, sendo este o tipo mais comum.

  • Exotropia ou estrabismo divergente: o oposto da esotropia, quando um ou ambos os olhos apontam para fora, este tipo é mais raro em gatos.

  • Estrabismo ventral ou dorsal: quando os olhos apontam para baixo (ventral), geralmente ocorre com apenas um dos olhos. No caso da dorsal é quando os olhos apontam para cima, podendo ficar sob a pálpebra.


Estrabismo congênito e adquirido


O estrabismo pode ser congênito, que é quando o animal já nasce com essa condição. Nestes casos, raramente oferece qualquer problema para a visão do cão ou gato. A má formação ou alteração no nervo óptico que gera o estrabismo, neste caso, tem origem genética. Por esse motivo, não há a necessidade de qualquer tratamento para o estrabismo, seria algo meramente estético.


Também há o estrabismo adquirido, quando o animal que tinha os olhos normais, de repente, adquire a visão estrábica por fatores externos ou internos, como por algum trauma ou decorrência de alguma patologia, ou sequela de alguma doença.


Caso isso ocorra, o tutor deverá levar o pet até um médico veterinário imediatamente, pois somente um profissional poderá diagnosticar a causa e sugerir um tratamento adequado.


Raças predispostas ao estrabismo


Embora o estrabismo possa ocorrer com qualquer animal, algumas raças estão mais propensas a isso. Entre os cães estão os Pugs, os Buldogues Franceses e os Boston Terriers. Já com os gatos estão os Red Point, os Angorá, os Persa e uma raça especialmente conhecida por serem comuns os casos de estrabismo, os Siameses.


Animais que nascem com estrabismo podem levar uma vida normal e feliz. (Foto: Danny Chang)

Há até mesmo uma lenda que diz que os gatos Siameses eram encarregados de fazer a guarda dos tesouros do reino de Sião – onde hoje fica a Tailândia – e acabaram ficando vesgos por vigiarem de perto demais. O caso é que, por terem sido considerados sagrados, na época, esses animais ficavam restritos aos reinos e eram dados apenas como forma de 'presente', sendo provável que a alta incidência em estrabismo tenha ocorrido pela pouca variação genética.


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Meios de tratamento e prevenção


O tratamento para o estrabismo congênito dificilmente será recomendado por um especialista, já que se trata de algo estético que em nada afeta a saúde do animal.


Existem diferentes tipos de estrabismo. (Foto: Pexels / Charles)

No caso do estrabismo adquirido, que pode ser consequência de outras patologias mais graves, geralmente são tratadas as causas do estrabismo. Esse tratamento pode ser feito por terapias, por administração de medicamentos ou, em casos mais sérios, por meio de processo cirúrgico para a remoção de possíveis tumores. Um médico veterinário oftalmologista será capaz de indicar o tratamento adequado.


Não há uma forma de prevenir o estrabismo e não apresenta maiores problemas, além do estético. Contudo, não é recomendado que animais portadores dessa condição procriem, pois o mesmo tende a se manifestar também nos filhotes.


Uma vez que o estrabismo já possa ser uma consequência da procriação indevida desses animais, as futuras ninhadas podem sofrer lesões com consequências mais graves. Fica o alerta.


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Com informações do Canal do Pet