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A quarentena é um bom momento para adotar um pet?

A presença de pessoas em casa facilita a adaptação do pet, mas, é essencial considerar que a adoção consiste numa responsabilidade de longo prazo, levando em conta, especialmente, que animal de estimação não é descartável.

'Ao adotar, seu coração tem de estar aberto para o que vier. E virão alegrias, tristezas, trabalho, muito trabalho. Deve-se estar ciente de que a adoção é a chegada de um novo integrante para a família, e quando passar a época de isolamento e os tutores voltarem as suas vidas rotineiras, o animal adotado continuará sendo um membro daquela família. Você não devolve uma vida para o abrigo ou para a rua', diz a médica veterinária Érica Versiani. (Foto: Fábio Pozzebom / Agência Brasil)

O isolamento social tem levado muitas pessoas a pensarem em adotar um “bichinho” para ter companhia e distração nessa fase difícil. O movimento é de grande importância, já que mais de 4 milhões de animais vivem em abrigos ou em situação de rua, segundo o Instituto Pet Brasil. A quantidade é a terceira maior do mundo, ficando atrás da China e dos Estados Unidos.


Mas, será que essa época é boa para adotar um animal de estimação? De acordo com Thaís Casagrande, doutora em Clínica Veterinária e coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Positivo, há alguns pontos que precisam ser avaliados.


“Temos que tomar muito cuidado com a adoção por impulso, mais comum no caso de pessoas que estão sofrendo de solidão neste momento de isolamento social. A adoção deve ser uma coisa muito consciente e pensada. A família deve considerar se tem condições de manter o animal por toda a vida dele”, explica a profissional.

Além disso, muitas pessoas ficam com dúvidas sobre qual a espécie mais adequada para se ter em casa. Isso pode ter relação com a afeição que você tem por cada um, mas pensar na rotina pode auxiliar na decisão. “Gatos são animais um pouco mais independentes, que até gostam da solidão em casa, então talvez possam ser animais mais adequados para pessoas que ficam fora o dia todo. Já o cachorro pode ser mais adequado para pessoas que passam mais tempo em casa mesmo”, orienta Thaís.


Também é importante considerar o ambiente, a necessidade de passeios, situação financeira, adaptação e outras coisas. Pensando nisso, consultamos a médica veterinária Thaís Casagrande para tirar algumas dúvidas. Confira a entrevista.


A quarentena é um bom momento para adotar animais, já que o período em casa ajuda na adaptação?


Não tenho dúvida que seja um bom momento para a adaptação dos animais para um novo lar, por conta do período de isolamento social e pela maior quantidade de tempo passado em casa. Até porque os animais demandam um pouco mais de tempo, ainda mais quando adotados filhotes. E mesmo aqueles que são adotados quando adultos precisam se adaptar à nova rotina do lar – principalmente aos novos tutores. Então, sim, a quarentena seria um bom período para a adoção de animais.


É importante pensar na rotina da família pós-quarentena também?


O que as famílias têm de pensar é que este momento não é para sempre. Quando consideramos a adoção, temos que pensar se o nosso tempo pós-quarentena vai ser compatível com o animal em casa. Isso vai influenciar no tipo de animal que pretendemos pegar. Se for um animal que vai demandar muito do nosso tempo, temos que avaliar se teremos dedicação.


Um filhote, por exemplo, demanda bastante tempo. Ele não vai ficar adulto até o final do isolamento, como não sabemos quando a quarentena vai acabar, é provável que ainda teremos o filhote como jovem. Então, temos que lembrar que ele vai ter uma mudança de comportamento e terá que se adaptar a um período sem tantas pessoas em casa, com uma maior solidão, gastando menos energia. É importante avaliar se o animal encaixa no cotidiano da família.


Outra coisa é se o animal vai precisar passear várias vezes ao dia, seja para praticar alguma atividade ou fazer suas necessidades, devemos nos questionar se teremos tempo para isso. Os donos têm que entender que o animal vai continuar com sua rotina mesmo após a quarentena.


Na sequência, devemos pensar também que existem as férias, então os donos devem analisar se viajarão, com quem deixarão o animal e outros pontos específicos. Temos que lembrar dessas situações, pois não podemos abandonar o animal no momento em que sairmos de férias. Ele não é um objeto descartável, é uma convivência de alguns anos, temos que pensar em todos os momentos ao lado dele.


Em relação ao espaço, o que deve ser considerado na hora de fazer a adoção?


Se tenho um ambiente pequeno eu preciso lembrar que não posso adotar um animal de grande porte, e se eu puder escolher um de grande porte, ele vai precisar sair para se exercitar.


Caso ele fique em um ambiente pequeno, pode desenvolver problemas locomotores, como uma falta de desenvolvimento da musculatura de forma adequada e ganho de peso. E até durante o período em casa pode ser que ele faça algumas bagunças, por não gastar energia. Então, é extremamente importante considerar o ambiente no momento que você for adotar esse animal.


Lembrando que as condições não só de ambiente, mas também financeiras devem ser analisadas, já que os animais também geram alguns gastos para a família, como vacinas, higienização, vermífugos, consultas veterinárias e muitas outras etapas que devem ser cumpridas na vida do animal. Também quando o animal ficar com mais idade, ele vai precisar de mais cuidados, medicamentos e mais consultas. Como não existe SUS para os animais, devemos fazer um fundo monetário para tratamento desses animais para quando precisarem. Eles fazem parte da família, então devem ser tratados como tal e não podem ser descartados quando estão doentes.


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Veterinária alerta: animais não devem ser abandonados após quarentena


A solidão do isolamento social tem levado muita gente a adotar um animal de estimação para ter companhia e distração nesta fase difícil. É comprovado que o contato com os bichinhos ajuda na produção de endorfina e serotonina, que atua no cérebro regulando humor, sono, apetite e reduzindo as taxas de cortisol, relacionado ao estresse.


Levantamento realizado em 2009 pela Universidade de Azabu, no Japão, mostra que quando tutores de animais olham nos olhos dos seus bichos de estimação, eles recebem picos de ocitocina. Considerado o hormônio da felicidade, é responsável por sensações de prazer e bem-estar. Aliás, esse é um dos motivos pelos quais a companhia de cães e gatos é uma opção neste cenário de isolamento, uma vez que eles podem ser verdadeiros aliados no combate à ansiedade, estresse e solidão, em especial para pessoas idosas, solteiras, crianças e portadores de necessidades especiais.


No entanto, a médica veterinária Érica Versiani Lima alerta para as responsabilidades ao se adotar um bichinho de estimação. “Cães e gatos são vidas e não um brinquedo ou uma distração. Junto com a alegria da adoção, vêm também gastos e trabalho. Um animal precisa ser vacinado, vermifugado, precisa de exames de rotina, assim como nós, seres humanos. Além de todos os outros cuidados, como alimentação de qualidade, passeios, atenção. É maravilhoso esse [aumento] crescente na adoção de animais de companhia, tanto para os animais, que ganham um lar, quanto para os humanos adotantes, que ganham uma alegria”.


Érica, que atende em domicílios em Brasília, explica que os novos tutores devem pensar em longo prazo e não somente em uma distração para essa época de isolamento. “Uma vida inclui a fofura do filhote, a companhia e o amor incondicional de um bichinho, mas inclui também o xixi no lugar errado, a adaptação do animal com o novo ambiente, as comorbidades da velhice, entre outros. Uma adoção deve ser muito bem pensada.”


A veterinária diz que o abandono é uma preocupação de veterinários e dos protetores de animais e aconselha: “Ao adotar, seu coração tem de estar aberto para o que vier. E virão alegrias, tristezas, trabalho, muito trabalho. Deve-se estar ciente de que a adoção é a chegada de um novo integrante para a família, e quando passar a época de isolamento e os tutores voltarem as suas vidas rotineiras, o animal adotado continuará sendo um membro daquela família. Você não devolve uma vida para o abrigo ou para a rua”.


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Com informações do Consumidor Moderno e Agência Brasil

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